quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

UM POUCO DO SEU SANGUE, MAIS TEMPO DE UMA VIDA



Em um dos meus textos postados aqui no Opinião Pro Mundo, “Vida após a morte”, eu falei sobre a importância de doar órgãos, do ponto de vista de uma personagem fictícia. Hoje eu vou tratar de um tema parecido, só que baseado na experiência que eu vivenciei nesta terça-feira (19).

Desde pequena eu sempre tive vontade de doar sangue. Acredito que alguns dos fatos ocorridos na minha família tenham influenciado esse meu interesse. Uma das minhas primas possuía sérios problemas de saúde e estava sempre precisando realizar cirurgias. Desse modo, eu convivi com diversas campanhas, promovidas por meu pai, pedindo que amigos e colegas de trabalho doassem sangue para ajudar minha prima.

Ela, infelizmente, não se encontra mais entre nós. Mas, se não fossem as doações, dificilmente ela teria participado e se divertido tanto em sua formatura, do curso de Psicologia, que ela concluiu após muita dedicação. Por isso, sempre tive vontade de doar sangue, doar vida. E finalmente pude realizar este desejo.

Uma amiga e eu aproveitamos a presença do Hemóvel (unidade móvel do Hemoba), que estava no estacionamento da faculdade na terça-feira (19), e fizemos nossa doação. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas 1% da população corresponde a doadores de sangue na Bahia. Marília e eu agora fazemos parte desse dado, mas o ideal seria que, no mínimo, 3% da população doasse sangue voluntariamente.

O problema é que a maioria das pessoas tem receio de realizar esse ato. Acredito que a principal preocupação seja com relação à transmissão de doenças. No entanto, as chances para que isso aconteça representam um percentual irrelevante, já que a coleta é feita com todo cuidado, através do uso de material descartável, em um ambiente apropriado e com profissionais qualificados.

São retirados aproximadamente 450 ml de sangue, a depender do peso de cada pessoa, e a inserção da agulha em um dos braços não é tão dolorosa quanto todos imaginam. Na verdade, o que dói mais é a expectativa da dor. Quando a agulha é inserida, o incomodo dura pouco tempo e é esquecido à medida que você lembra a importância do ato que está realizando.

E não precisa ter uma triste história familiar ou que um amigo esteja passando por um momento difícil para decidir doar sangue. Basta lembrar que todos os dias acontecem centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas que exigem transfusão de sangue, além das pessoas que possuem leucemia, hemofilia e anemias, e que dependem desse tipo de procedimento. Basta lembrar-se dessas pessoas para resolver se voluntariar.

Lembre-se que a vida dá voltas, e um dia pode ser você que precise de uma doação para ter sua vida salva. Sem falar, que apenas com uma doação, várias vidas podem ser salvas. E não importa qual o seu tipo sanguíneo, basta você ser o tipo de pessoa que se importa com o próximo. Do tipo que se importa o suficiente para se informar mais sobre o assunto, deslocar-se até um posto de atendimento e gastar aproximadamente 45 minutos com um procedimento que pode corresponder a diversos anos a mais na vida de alguém.

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2 comentários:

Hemoba disse...

Cara Lorena,

A gente agradece imensamente por sua postagem e seu depoimento acerca da importância desse ato de amor e solidariedade que é a doação de sangue. A população baiana agradece a sua doação!!! Mais informações em nosso blog: www.hemoba.ba.gov.br

Grande abraço!

Hemoba disse...

Lorena,

Colocamos um link para seu depoimento em nosso facebook! Na página e no perfil da Fundação HEMOBA!

https://www.facebook.com/pages/Funda%C3%A7%C3%A3o-HEMOBA-Doe-Sangue/309134555764089?ref=ts&fref=ts