Há alguns dias atrás, decidi visitar a minha mãe na escola onde ela trabalha, mas ela tinha saído para almoçar. Enquanto aguardava ela voltar, fiquei conversando com a secretária, uma senhora bem distinta, tão distinta que digitava com os dedos corretos sem olhar para o teclado. Durante o nosso papo ela me confessou que, enquanto jovem, tinha feito os cursos de datilografia e taquigrafia. Taquigrafia é a arte de escrever sobre qualquer coisa tão depressa como se falasse por meio de sinais e abreviaturas. Muito chateada, ela afirmou parecer que os jovens de hoje ainda fazem esse tipo de curso e praticam nas redes sociais, se achando jornalistas. Descobri depois que aquela senhora era uma jornalista aposentada.Isso realmente tem ocorrido com frequência, mas nem sempre é um problema como deu a entender a minha mais nova amiga. É só lembrar da primavera árabe, quando ditadores foram destituídos do poder depois de décadas, isso ocorreu porque as pessoas, os jovens na maioria, conseguiram através das redes sociais, enviar notícias, fotografias e vídeos descrevendo a mísera situação em que viviam.
Um bom exemplo da força dessa comunicação, aconteceu no dia 29 de setembro de 2012, quando chovia bastante e tinha faltado luz na minha casa durante quase todo o dia. Como não tinha muito o que fazer, acessei a minha conta do Facebook pelo meu celular e recebi, através de um amigo, a notícia da morte de Hebe Camargo. Depois acessei os sites de alguns jornais de credibilidade e descobri o horário, local e o motivo da morte da apresentadora. Se não fosse pela informação postada no Facebook, com certeza eu demoraria mais tempo pra saber o que tinha acontecido com a Hebe.
Especialistas que desenvolvem estratégias digitais indicam que hoje em dia, o leitor moderno, o internauta, quer saber por onde anda e o que faz quem escreve os textos que ele lê. Portanto, para contribuir com o esclarecimento do momento, informo que ao escrever esse texto, também estou assistindo ao “Altas Horas”, vestido em um short preto e com o meu notebook CCE info no colo. Ah, antes que eu esqueça: #partiu.


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