sexta-feira, 7 de setembro de 2012

#SELIGAJOVEM


Fugir de comparações. Esse será o meu objetivo. Ou pelo menos tentarei. Não quero ficar discutindo semelhanças e diferenças de jovens da época dos caras pintadas com os atuais. Muito pelo contrário, vou expressar o que talvez não seja uma opinião só minha. Por que será que dizem que os jovens não se interessam por política? Possivelmente pelo simples fato de não a conhecer.

Ninguém se preocupa em desde muito cedo ensinar aos mais novos o que é a política, o que acontece nela ou como agir e lidar com os assuntos que fazem parte desse ‘mundo’. Apenas querem que, literalmente do nada, surja uma consciência sem o mínimo de ideais.

Sim, para mim um posicionamento político precisa de ideais. Eles estão ligados diretamente à ética pela sua tendência de determinar o grau de quão verdadeiras e sinceras as pessoas podem ser. E convenhamos, pelo menos na teoria, ética deveria ser uma palavra de ordem na política.

Mas, como não há tempo a perder e o momento de escolher quem representará o município em que cada um vivemos se aproxima, gostaria de falar em um papo direto e sem muitas frescuras com os jovens. Eles, que assim como eu, uma estudante de 19 anos, têm o papel de escolher pessoas que durante quatro anos terão a função de buscar fazer o melhor pelo povo de sua terra.

Eleição é coisa séria. Não é hora de se vender. Somos os jovens da era da internet, então por que não usá-la como ferramenta de difusão de ideias e conscientização política? Vamos viver de acordo com o nosso tempo. O grande dia está próximo. Sete de outubro é logo ali. São centenas de opções. Milhares de promessas. É hora de dedicar um pouco do nosso tempo para escolher de forma sensata e cívica os representantes dos nossos municípios.

Acorda, jovem! Se liga, eleitor! Uma eleição significa o reflexo dos quatro anos seguintes. São muitas coisas em jogo. Não é momento de marcar bobeira. É chegada a hora de vestir a camisa e ser sério. Entrar em campo e partir pra cima. É o momento de ser um eleitor consciente com as suas escolhas. É hora de vislumbrar o futuro e pensar em uma sociedade cada vez melhor.

Que o espírito de independência desse 7 de Setembro nos faça buscar o nosso próprio entendimento de política, para que não nos decepcionemos com as nossas escolhas futuramente. Que o grito de liberdade ecoe e nos dê a impulsão de procurar e estudar as propostas dos candidatos à espera do nosso voto. Não desperdicemos esse nosso exercício de democracia.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

POLÍTICA SE DISCUTE SIM!



Em mais uma manhã, depois de esperar impacientemente por mais de uma hora no ponto, embarquei no mesmo ônibus, que me leva todos os dias de casa até a faculdade. Dentro do transporte, ouvi uma breve discussão entre dois jovens sobre em quem cada um votaria pra prefeito no próximo mês. O que mais me deixou perplexo naquela conversa foi o que um deles falou antes de desembarcar: “é melhor encerrar o assunto, política não se discute.” Ao ouvir aquilo, encontrei o tema para o meu texto, mas confesso que estourei minha cota diária de paciência logo no inicio do dia. Como assim não se discute política?           

A política está presente na nossa rotina muito mais do que pensamos. Um bom exemplo é o trabalhador assalariado que no inicio do mês, depois de receber a sua remuneração, vai de mercado em mercado, fazendo pesquisa de preço para comprar o produto mais em conta sem perda de qualidade. Ele está muito mais do que poupando, está discutindo política, da forma mais natural. Esse conceito passa também pela arte de saber poupar, administrar, procurar o que nos seja melhor rentavelmente.                                                                                     

De cara você pode até questionar a relação entre pesquisar um produto mais barato e a política, mas acredite, tem tudo a ver. Assim como pechinchamos na quitanda, ou pesquisamos aquele material de limpeza mais barato, temos condições de pesquisar os políticos  mais em conta para os nossos bolsos ao final de quatro anos.

Define-se a política como a arte de governar, o uso do poder em defesa de ações sociais. Já que ela é tão fundamental à vida social, então é importante essa discussão, debatendo, estamos contestando as ações de quem nos representa, aprendemos a reivindicar nossos direitos. Discutir política é mais do que necessário, a troca de idéias faz a população ficar vigilante em relação às ameaças que surgem a cada nova eleição. Por uma sociedade sadia, é fundamental que estejamos prontos para debater sobre a importância da reflexão política. É a formula para se evitar que espertalhões e irresponsáveis cheguem ao poder.

Uma prova disso é que, segundo o BAD, Banco Africano de Desenvolvimento, 03 dos 30 países no mundo que mais melhoraram em termos de governo econômico nos ultimas anos, foram do continente africano, Ruanda, Cabo Verde e Zâmbia. Não por coincidência, em todo o continente, foram os que mais investiram em educação política.

Já que muitos entendem que esse é um assunto que não se discute, o nosso país terá que tolerar escândalos como o mensalão e acompanhar a abertura quase que mensal de novas CPIs, impedindo que os louros do titulo de sexta economia do mundo, cheguem a população.                                                                
                                                                       
Por mais que a política desperte instintos quase primitivos durante uma conversa, esse debate vale a pena, a discussão causa uma investigação da verdade. É vital pensar e agir politicamente, participar e debater, pois quem não gosta do tema é dominado por quem gosta. Através de um amplo debate e educação, empreende-se a construção de um país bem melhor para todos.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

INDECISOS, BRANCOS E NULOS



Quem já levanta uma bandeira partidária já sabe em quem vai votar para prefeito. E para vereador a escolha já fica bastante filtrada, basta apenas escolher um do time de fulano, cicrano e beltrano. Mas para quem não tem nenhum parente, amigo ou conhecido as opções de voto ficam bastante depressivas, diante do nível dos candidatos.

Entre os prefeituráveis, essa eleição pode ser definida naquele ditado popular, "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come". Não tem nenhuma grande esperança ou uma escolha que possa sinalizar um protesto pela honestidade. Os candidatos de agora já figuraram em plebiscitos passados ou até já governaram Salvador, com uma administração que não apresentou nenhuma mudança ou evolução.

Já entre os vereadores o problema é ainda maior. O vírus Tiririca já se espalhou na política na velocidade de um tumor maligno. Pessoas que tiveram seus 5 minutos de fama, ex-esportistas que tiveram uma carreira de destaque, resolveram colocar a cara nas eleições. Jogada que privilegia, na maioria esmagadora dos casos, o partido que alavanca muitos votos para a legenda e o próprio candidato, sem espaço na mídia ou trabalho estável, chegam sedentos ao seio do funcionalismo público. Outra categoria de aspirantes à câmara municipal são aqueles playboys, que saem por aí pelas "quebradas" da cidade apertando mãos e abraçando o e fazendo uma cara séria e simpática na televisão, mas que no passado adoravam provocar para arranjar brigas gratuitas nas festas e escolas.

As campanhas dos candidatos à prefeitura é pautada nos ataques mútuos. Fulano disse sim a Cicranão, no governo de Beltrano ele deixou a cidade esburacada. Mas as desculpas esfarrapadas serão do tipo das que nossos esportistas que perderam medalhas nessa última olimpíada de Londres deram, são as forças antagônicas que impedem o crescimento da cidade.

Já as promessas dos maravilhosos candidatos a vereador é sempre esporte, educação e segurança, que se de fato saíssem do papel e fosse pra votação, não existiram analfabetos, crimes e o Brasil não tomaria conhecimento de Estados Unidos, China ou Grã-Bretanha no quadro de medalhas de qualquer olimpíada e de qualquer geração.

Pois é, e a grande pergunta de 1 milhão de dólares é "Vai votar em quem?". Este é o drama, quem é o menos pior?

terça-feira, 4 de setembro de 2012

ABRAÇOS GRÁTIS?



Na inauguração do comitê, uma mulher dança ao som do jingle de campanha do candidato. Com um corpinho de 60, mas dançando como se tivesse 20 anos de idade, ela é a mais animada do evento.

O candidato chega e cumprimenta algumas pessoas, enquanto a mulher continua sua coreografia. Em pouco tempo ele já está concentrado em uma conversa com um dos convidados. A música continua, mas a mulher não está mais se divertindo. Repentinamente ela para de dançar e decide ir embora. O motivo: um abraço.

Por causa de um abraço, que o candidato não lhe deu, ela resolve ir para casa. Por causa de um abraço, ela decide que o candidato não merece mais seu voto. E ela votaria nele, sim, se ele tivesse lhe dado um abraço.

Em período de campanha eleitoral, somem as plaquinhas “free hugs” e os abraços passam a ter um preço. Eles deixam de significar afeto, carinho, proteção. Passam a ser sinônimo, principalmente, de “seu voto é importante para mim”. Um abraço por um voto. Mas o abraço não deveria vir com um preço. A mulher não deveria “trocar um abraço por um voto”. A história pode parecer inventada, mas foi baseada em fatos reais. A situação vivida pela mulher é um exemplo, um pouco drástico até, de como as pessoas estão decidindo seu voto pelos motivos errados.

As pessoas têm esquecido que o direito ao voto é a forma que temos de exercer a democracia, de fazer parte da política. De modo que não devemos escolher nossos candidatos por motivos superficiais ou individualistas. Alguns eleitores, sobretudo de cidades de interior, costumam votar nos candidatos que, de alguma forma, já lhes trouxeram ou trarão algum beneficio particular. “Ah, ele me ajudou quando eu tive um problema de saúde” ou “Se ele ganhar essa eleição vai conseguir um emprego para mim”.  

Sim, somos humanos, temos sentimentos e necessidades. Mas também somos cidadãos, e isso implica no dever de pensarmos e agirmos em prol do desenvolvimento da sociedade em que vivemos. Por isso, na hora de votar, exerça seu direito de escolha levando em consideração, principalmente, o dever que vem junto com ele.

Porque fazer política não é apenas balançar uma bandeira, panfletar ou tentar convencer todo mundo de que o seu candidato é o melhor. Fazer política é encontrar um meio de fazer valer nossos direitos. Direito à saúde, educação, emprego. Votar em um candidato que saiba realmente te representar é um modo de fazer seu direito valer. 

O melhor candidato não é aquele que lhe trará algum benefício em particular. O bom candidato é aquele que pensa no bem estar de toda a comunidade. Na hora de analisar quem merece seu voto, não escolha aquele que te deu um abraço e parece ser um bom amigo, escolha o que parece ser um bom administrador. Até porque, os abraços são bem melhores quando são de graça.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

MUDAMOS DE OPINIÃO


Mudança: uma palavra que muitos temem. Aliás, já virou clichê dizer que o ser humano tem medo do novo. Será mesmo? Pensemos no homem pré-histórico e no mundo que você vive hoje. Absolutamente tudo mudou. Espaço de tempo muito longo? Pensemos então em um intervalo de cem anos, nas mudanças do século XX. Temos o surgimento do avião, rádio, televisão, computação, internet e celular; vivenciamos duas grandes guerras; e o homem pisou na lua. Ainda é muito tempo? Lembre-se então das mudanças de sua vida nos últimos dois anos. Quantas coisas vivemos e modificamos em tão pouco tempo?

A mudança é algo constante em nossas vidas, mas na correria diária não notamos, deixando, inclusive, de curtimos quando ‘mudamos para melhor’. Hoje mudamos de opinião. Afinal se tudo muda, porque esse humilde blog também não mudaria?  Iniciamos hoje uma nova fase, com novo design e a página no Facebook, que será um novo meio de você deixar seu comentário sobre nossos textos. Sim, nossos! Hoje também tenho o prazer de apresentar a vocês quatro queridos amigos, que estudam jornalismo junto comigo, e vão escrever aqui no Opinião Pro Mundo. São eles: Leandro Aragão, Liliane Sena, Lorena Dias e Vinicius Galiza.

E para começo de conversa, de amanhã até sexta, meus novos colegas de blog escrevem sobre algo que realmente precisa mudar: A política brasileira. Os próximos quatro textos serão reflexões sobre como enxergamos a política no país e o que precisamos modificar. Amanhã, Lorena Dias fala sobre o que leva alguém a escolher um candidato. Na quarta-feira, Leandro Aragão faz uma análise da campanha política em Salvador, nas Eleições 2012. Na quinta, tem o texto “Política se discute sim”, de Vinicius Galiza, e na sexta, Liliane Sena fala sobre juventude e a política.

Gostaríamos de dizer que nosso intuito será provocar o pensamento. Conversaremos sobre diversos assuntos, mas não temos a pretensão de que você, ao terminar de ler, tenha a mesma opinião que a nossa, mas que reflita e, se desejar, opine com seus comentários aqui ou no Facebook. Desejamos que hoje seja o inicio de um projeto que nos faça pensar. Não necessariamente sobre algo que precise mudar, pois falaremos também de assuntos leves, como cinema, por exemplo. Nosso intuito é usar a internet como um meio de discussão, visando refletir o mundo onde vivemos e fazendo com que nos tornemos a mudança.

“As pessoas têm medo das mudanças. 
Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.” 
Chico Buarque

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

NOVIDADES!

Nesta segunda o blog está de volta, cheio de novidades! Além de Lucas Coutinho, que já escrevia no Opinião, chegam ao blog os textos de Leandro Aragão, Liliane Sena, Lorena Dias e Vinicius Galiza! E não para por ai! Além da nova página e dos novos blogueiros, você pode deixar sua opinião sobre nossos textos de um jeito muito mais fácil: É a fan page do Opinião Pro Mundo no facebook, curta e fique informado sempre que colocarmos um texto novo e deixe sua opinião a cada nova publicação:  www.facebook.com/opiniaopromundo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

POR QUE TÃO POUCOS?

por Lucas Coutinho

“Verás que um filho teu não foge à luta”. Ao cantarmos esse trecho do final do hino nacional brasileiro, assumimos o compromisso de encarar as dificuldades e não fugir a luta. Todavia, esse compromisso que assumimos, mesmo inconscientemente, não vem sendo colocado em prática pelo nosso povo. Em todo Brasil algumas pessoas vem se mobilizando a ir às ruas, lutar contra corrupção e convocar a população para também ter a atitude de se mobilizar. Em algumas ocasiões, como no último feriado da proclamação da república, algumas centenas de pessoas saíram de casa em busca de um país melhor, mas ainda são muito poucos se comparados aos 190 milhões de brasileiros, sendo destes, 125 milhões de eleitores. Porque algumas centenas, já que somos milhões? 

Anualmente no dia 09 de Dezembro acontece o Dia Mundial Contra Corrupção. No Brasil esse dia ganhou o nome de “Dia do Basta”, onde os cidadãos brasileiros deveriam ir às ruas protestar. Naquele dia me dirigi ao Shopping Iguatemi (Salvador), ponto de concentração para o que poderia ser um ato de um povo que tanto sofre com esse câncer para o nosso país. Sem voz para gritar por conta de uma gripe e sem cartaz por conta do corre-corre daquele dia, fui para somar e ser mais um no meio de uma multidão. Decepção. Nas contas de um amigo que protestaria comigo, apenas 14 pessoas estavam presentes. Ok, o protesto foi no meio de um feriadão, num dia útil e em horário comercial, mas ainda assim eram muitos poucos diante do que havia visto no dia 15 de Novembro e do que já foi feito em protestos de outras causas. Ao perceber que sem voz e sem cartaz vi que não tinha como ser muito útil, e sai, em parte decepcionado pelo que esperava ver, mas por outro feliz em ver que mesmo com número reduzido, aqueles que foram fizeram a parte deles. Se algum deles é você, meus parabéns!

Pouco antes de sair, sentado conversando com meu colega, assisti um pouco do que foi feito pelos manifestantes, que a cada fez que fechava o sinal iam ao meio da pista. Numa dessas vezes que o sinal fechou, vejo um garoto, de no máximo oito anos, lavando o vidro de um carro. Na minha frente estavam causa e uma de suas muitas consequências juntas. Impressiona-me o fato de as pessoas não notarem que problemas como a baixa qualidade da educação e a corrupção, geram efeitos negativos, que como uma bola de neve, crescem desenfreadamente.

Uma outra coisa que tenho notado é que no facebook temos os melhores manifestantes do mundo. É impressionante como se reclama de tudo. Recentemente uma famosa loja de sanduiches naturais mudou os ingredientes do seu principal produto. Pronto: Formasse o maior alvoroço, por conta de um produto onde um simples boicote coletivo forçaria a empresa a voltar com o produto anterior. Esse é um exemplo mostra o quanto se reclama até de coisas fúteis. No entanto, as críticas em sua maioria vão para o governo, mas os mesmos que falam não movem uma palha para que a situação mude, e ainda votam nos mesmos.

Lógico que podemos e devemos usar a web para criticar o que achamos errado (tanto que é o que estou fazendo aqui), ela serve como um importante instrumento de mobilização, como se tem feito em todo mundo e com objetivos sendo atingidos. Aqui o máximo que conseguimos é que abaixo-assinados online sejam recebam nossas assinaturas. Mas fora da web o que fazemos? Como contribuímos para um país melhor? Falamos dos políticos, mas somos honestos em nosso dia-dia? 

Ou se muda de postura, colocando figuras que só fazem te roubar, rir da sua cara e nadar no seu dinheiro, na parede, e claro, não votando neles em 2012, ou nas próximas eleições, eles serão novamente reeleitos e continuaremos falando dos mesmos que nos roubam há tantos anos. E então, vamos continuar a fugir da luta?

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

TECNOLOGIA: UM BOMBARDEIO DE NOVIDADES E CONSUMO

por Lucas Coutinho

Mudamos a forma de nos comunicar. A cada dia tenho notado que a interação entre as pessoas está mais digital, e a cada dia, surgem novas plataformas para que essa interação, através do consumo desenfreado que vivemos, gere lucros para empresas multinacionais da área de produtos eletrônicos. As pessoas, que outrora se encontravam nas praças e lá ficavam até tarde conversando, hoje se veem via webcam, e as novas praças se chamam MSN, Skype e Faceboook.
 
Deixamos de ter contato, de abraçar os amigos ao se encontrar. Nossas gargalhadas agora se resumem a “rsrs” e as frias despedidas com toques no teclado dizendo “Abs”, transformaram meios de comunicação em nossas bocas. O simples fato de demorar cinco minutos para responder um torpedo se tornou uma grosseria. Mensagens de feliz aniversário agora chegam via redes sociais. Será que realmente estamos evoluindo?

A cada 'iProduto' lançado assistimos uma corrida de pessoas atrás desses aparelhos, caros, mas que a cada lançamento trazem gradativamente uma série de inovações tecnológicas. A cada byte ou pixel a mais, esses aparelhos ganham a mídia, nos colocando como alguém ultrapassado que necessita daqueles aparelhos. Talvez daí tenha surgido a expressão sonho de consumo, mas o fato é que trabalhamos cada vez mais, para empresas lucrarem cada vez mais, quando realizamos esses sonhos, que meses depois se tornam desatualizados, nos trazendo novos sonhos e assim por diante.

Infelizmente, a felicidade que antigamente estava nas relações humanas, nos sorriso das crianças e nas conversas com os amigos, hoje tem sido vista no ato da compra de produtos que não são básicos para sobrevivência humana. Por mais que repitam frequentemente isso nos meios de comunicação, não vejo isso tudo como uma grande evolução. “Estou apenas observando quanta coisa existe de que eu não preciso para ser feliz”.